Manifesto nazista de Hitler será reeditado

O manifesto da ideologia nazista de Adolf Hitler, “Main Kampf” (Minha Luta), de 1924, estará de volta às bibliotecas alemãs com nova edição comentada. O sinal verde para a publicação começou por grupos judaicos, incluindo os sobreviventes dos campos de concentração e de autoridades da Baviera, um dos 16 estados da Alemanha.

Em 2015, com os 70 anos da morte de Hitler, expiram os direitos autorais da obra e com isso foi decidido garantir uma reedição do livro, que ao contrario da suástica e a saudação nazista em público, não é proibido no país.

Próximo da data da expiração dos direitos autorais, o ministro das Finanças da Baviera, Markus Soeder, reconsiderou a questão da publicação da obra para, em suas palavras, não só “desmistificar o ‘Main Krampf” como “evitar que, uma vez liberados os direitos autorais, a obra possa tornar-se monopólio de extremista de direita, ou pior, a leitura preferida dos jovens alemães”.

O manifesto foi escrito enquanto Hitler servia nove meses de prisão pela tentativa de golpe em Munique, ele descreveu sua convicção da supremacia da raça ariana e revela os seus planos de expansão da Alemanha para o leste. Originalmente foi publicada em dois volumes, em 1025 e 1926, o livro foi impresso com uma tiragem de 10 milhões de cópias até 1945.

O presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha, Dieter Graumann, afirma: “Eu prefiro que seja uma versão escrita por especialista, escolhidos pelo Estado da Baviera, ao invés de especuladores que querem ganhar dinheiro com os nazistas. Embora, obviamente, eu preferisse que o livro desaparecesse sob uma pilha de pó de desprezo, mas sei que isso não vai acontecer”.

Homossexuais fazem parte dos grupos que foram perseguidos pelos nazistas, a ideologia nazi sustentava que a homossexualidade era incompatível com o Nacional Socialismo, já que não permitia a reprodução necessária para perpetuar a raça superior. Estima-se que em 1928 existiam 1,2 milhão de homossexuais na Alemanha, entre 1933 e 1945, mais de 100 mil homens foram registrados pela polícia como homossexuais, eles faziam parta da chamada Lista Rosa.

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