Reportagem

Aplicativos conhecidos como “rede geosocial” dominam smarthphones no mundo

 

Por  Nelson Neto 

Grindr é divertido, rápido, simples e de forma gratuita para encontrar e conhecer pessoas gays, bi e curiosas para encontros, convívio e amizade”, na página do app.

O que seria um rapaz SCRUFF? Militares, jogadores, bombeiros, estudantes, DJ’s, baristas, tatuadores, cientistas, designers, jogadores de rugby, apenas alguns exemplos. Alguns homens no SCRUFF são ursos, atletas e outros simplesmente rapazes”, na página do app.

Estes são alguns aplicativos, chamados de rede geosocial, para smartphones com milhões de downloads nas lojas virtuais. Eles localizam pessoas nas proximidades que usam o mesmo app, a HHomo baixou alguns para saber o que rola lá dentro e, claro, conversar com alguns usuários.

Imagine você em um parque, na balada ou em casa, instala um desses aplicativos e localiza alguém com as mesmas afinidades, essa pessoa pode ser seu melhor amigo  ou seu futuro amor, porque não?

O Grindr originalmente foi lançado para iPhone no Brasil em maio de 2011 e foi criado por Joel Smkhal, de 33 anos, hoje milhares de usuários, em mais de 180 países usam este aplicativo. Os outros programas tem como base a mesma função, em geral são gratuitos, mas as versões sem propaganda e com mais funções é preciso pagar taxas em média US$9.

Foi um pouco difícil encontrar alguém disposto a conversar nestes aplicativos de forma aberta, mas no BoyAhoy com “milhares de rapazes perto de você” de acordo com a página do program no Play, loja virtual do Android, “para paquera, namoro, amizade e amor!” conversamos com o João, que no perfil diz que tem 19 anos.

Ele explica que baixou “este aplicativo a menos de um mês, nunca me encontrei com ninguém do BoyAthoy”, pessoalmente, “porém uso o Grindr e o Scruff também (sic)”. Conta o rapaz. João diz que no Scruff “conheci meu melhor amigo por lá, hoje somos grandes amigos”, e afirma que nunca passou por nenhuma situação estranho, mas “já tiveram algumas meninas que não leram meu perfil e vieram me cantar, isso foi bem engraçado”, conta para a reportagem do HHomo.

Assim que foi criado o perfil do jornalista da HHomo no BoyAthoy, logo alguns rapazes começaram a chamar atenção e mandar um “oi” por mensagem, João explicou que este aplicativo é um pouco confuso, já os outros dois que usa “são bem menos complicados”.

Quando ele foi questionado se omite alguma informação no seu perfil como nome ou idade ele diz que “bom, só a idade né rss (sic)”. Vale lembrar que nenhum aplicativo baixado pela reportagem indica que é para maiores de 18 anos, ou seja, o uso é livre, mas no apps a idade mínima para colocar no perfil pessoal é de 18 ou 19 anos.

Nas casas noturnas, parques e até no trabalho é normal encontrar pessoas usando estes aplicativos para localizar pessoas próximas compatíveis. Só de curiosidade, nossa reportagem encontrou sete usuários de uma embaixada, localizada na Vila Olímpia, de um país do leste europeu, #fikdik. O que indica que pessoas de várias classes sociais, níveis de escolaridade e idades usam este tipo de aplicativo para conhecer novas pessoas.

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2 comentários sobre “Aplicativos conhecidos como “rede geosocial” dominam smarthphones no mundo

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