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Gays criam ala contra Feliciano no grande protesto da Paulista

Gays e héteros protestam contra Feliciano no 7º ato contra o aumento da tarifa do transporte em SP

Gays e héteros protestam contra Feliciano no 7º ato contra o aumento da tarifa do transporte em SP

Por Nelson Neto

Na noite desta quinta-feira (20) a Avenida Paulista, em São Paulo, foi ocupada por cerca de 100 mil manifestantes para comemorarem a vitória da redução da tarifa do transporte público. Cartazes contra a PEC 37, proposta que limita o Ministério Público em investigar políticos; gritos de ordem contra a corrupção e pedidos de melhoras na educação e saúde estiveram espalhados por toda a principal avenida da capital paulistana. Além destas pautas, manifestantes protestaram contra a Comissão dos Direitos Humanos e Minoria da Câmara dos Deputados (CDHM) por ter aprovado a lei conhecida como de cura gay.

Com soro fisiológico e maquiagem que sinalizava um doente, Richard Caranelli, 33 anos, era um deles. “Se para o governo sou doente, quero ser ressarcido por ele por todo este tempo. Estou falando do INSS. Sou gay há 33 anos e sofri muito por isso”, disse. “Diferente do que algumas pessoas estão publicando no Facebook dizendo que a manifestação do Movimento do Passe Livre (MPL) não deve receber outras reivindicações das pessoas, aqui na rua fui muito bem acolhido e recebi apoio de todos que me viram” revela Richard.

Não são apenas homossexuais que estão contra o projeto que autoriza psicólogos a curar gays. Leandro, 24 anos, é heterossexual. “Tenho amigos gays e sou contra este projeto que foi aprovado na Comissão dos Direitos Humanos. Apoio meus amigos e amanhã estarei na manifestação na Praça Roosevelt”.

O protesto desta sexta-feira, 21, que Leandro se refere, é especifico contra a aprovação da CDHM do projeto que autoriza o tratamento psicológico que promete curar homossexuais. Até a madrugada da última quinta-feira, 20, cerca de 60 mil pessoas estavam confirmadas para a passeata que acontecerá às 18h na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo. O protesto tem como marcha o tema “Não há cura para quem não está doente”.

Entenda


Conhecida como “Cura Gay”, a proposta que foi aprovada na CDHM é de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO) e suspende dois trechos da resolução instituída em 1999 pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). O primeiro trecho afirma que os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura de homossexuais, e o segundo anula o artigo da resolução do Conselho que determina que os psicólogos não se pronunciarão e nem participarão de pronunciamentos públicos nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.

O pastor Marco Feliciano (PSC-SP) colocou em pauta a discussão do projeto que ficou conhecido como “Cura Gay” na última terça-feira (18), e o projeto foi aprovado. O Mix estará presente nesta sexta-feira, 21, na Praça Roosevelt para cobrir a passeata.

 

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