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Cerca de dois mil manifestantes armam beijaço gay contra o Papa

Organizador do beijaço no Rio diz que conflito com policiais foi armada pela própria PM Organizador do beijaço no Rio diz que conflito com policiais foi armada pela própria PM

Organizador do beijaço no Rio diz que conflito com policiais foi armada pela própria PM
Organizador do beijaço no Rio diz que conflito com policiais foi armada pela própria PM

Por Nelson Neto

 

 

Conflitos entre policiais e manifestantes, um beijaço gay e cerca de dois mil participantes da manifestação contra o Papa Francisco marcaram a chegada ao Rio de Janeiro do Pontífice na tarde da última segunda-feira, 22 de julho. Enquanto o maior líder religioso dos católicos se reunia com fiéis e autoridades no Palácio Guanabara, manifestantes LGBT contra a presença dele se reuniam em frente à Igreja Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado, para um beijaço gay.

 “Não conseguimos chegar até o Palácio, pois os policiais fizeram um bloqueio bastante forte. Então o beijaço foi feito em frente à igreja no Largo do Machado”, explica o estudante de Direito João Pedro Accioly Teixeira, 23 anos, que organizou a passeata. “No início da concentração cerca de mil manifestantes estavam no Largo do Marchado, entretanto, manifestantes de outras militâncias se juntaram ao nosso grupo, o que resultou na reunião de cerca de duas mil pessoas. Duzentas pessoas participaram do beijaço”, conta o organizador.

Sobre os conflitos com os policiais, João explica que “houve confusão após a manifestação e o beijaço. Tem um vídeo na internet que mostra que quem começou este conflito foi um policial disfarçado no meio da multidão”, revela. Para João, “a manifestação de ontem foi bastante simbólica, porque enquanto um simples beijo for motivo de repulsa da sociedade a gente deve continuar com as passeatas. É preciso conscientizar a população sobre os temas das minorias”, explica.

Balanço
“Acredito que conseguimos chegar ao nosso objetivo, que é gerar a discussão. É claro que o burburinho maior foi relacionado ao beijo do casal lésbico que se beijou sem roupa, mas o movimento vai além disso”, aponta João. “Outras concentrações vão acontecer, nesta sexta-feira haverá a Marcha das Vadias e no sábado, no dia da procissão em Copacabana, está marcada uma manifestação vanguardista chamada ‘Toda nudez será permitida’. Eu pretendo participar, mas não vou organizar nenhuma, pelo menos pelos próximos dias.”

 

 

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