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CONHEÇA A HISTÓRIA POR TRÁS DO DOCUMENTÁRIO QUEENS

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Carioca da gema, formado em Jornalismo, Victor Reis Aleixo, 34 anos, está construindo sua história como diretor de cinema quase por acaso. Em seu portfólio ele tem a trilogia “Eros” e o documentário “Queens”. Em um primeiro momento, com a trilogia, chegou até a apresentar o produto final ao Festival MixBrasil para participar. “Quando mostrei o filme para o André (Fischer), ele disse que estava muito longo, não daria para colocar no Festival. Mais tarde o André propôs de colocar no ‘Show do Gongo’, mas esta não era minha proposta. Então, resolvi ter como meta criar um filme que eu pudesse colocar no festival”, explica.

Mas como ele faz estes documentários e películas ficcionais? “Tudo começou com uma viagem minha, eu queria ver gelo, queria tocar no gelo. Então, juntei minhas malas e parti em direção à Patagônia, que é onde tem gelo mais próximo de nós brasileiros. Quando cheguei à Patagônia, meu primeiro destino eram as geleiras Perito Moreno, ninguém pode tocar o bloco de gelo, mas eu precisava. Já dentro do parque, eu pulei o cercado e saí correndo em direção àquele paredão de gelo, até que consegui tocá-lo, eu me realizei. Neste momento, percebi que poderia realizar todos os meus sonhos, fazer tudo aquilo que eu queria fazer. Na volta da viagem, passei no Paraguai e fui comprar um câmera que filmasse, já que eu tinha o desejo de fazer um filme, já tinha toda a história na minha cabeça. Comprei o equipamento mais simples, uma câmera que qualquer um pode utilizar e a partir daí comecei a fazer meus curtas”.

Depois da produção de “Eros”, Victor começou a apresentar o filme para os amigos. “O engraçado, que lá no Rio, os meus amigos começavam a me apresentar para outras pessoas como diretor de cinema, acha! Não era nada disso, e tudo foi crescendo, chegou um ponto que tudo ficou insuportável.” Ele diz que tem cara de diretor sisudo e que isso mudou sua personalidade quando a fama de cineasta se espalhou pela cidade do Rio de Janeiro. “Eu sempre fui uma pessoa passiva, mas depois que as pessoas começaram a me encarar como um cineasta esta persona começou a me dominar também. Durante a gravação eu sou assim: faça o que estou mandando, do meu jeito. Depois que eu fiz aquilo que quero, aí sim você pode opinar. Eu mando a pessoa para aquele lugar se ela ficar palpitando.”

Ele começou a querer compreender técnicas de edição de áudio e vídeo, ainda no Rio, mas os cursos são concorridos e caros, já que o Rio é a cidade onde o cinema e a televisão acontecem. Ainda sufocado com todos o encarando como “o diretor”, ele resolveu se afastar deste cenário pintado e buscar abrigo em São Paulo. “Eu já estava sufocado no Rio, e também não queria fazer uma faculdade de cinema, ou algo assim. Foi quando deixei uma vida estável no Rio, com apartamento na beira da praia e aluguei um apartamento pequeno em São Paulo, sem trabalho em vista. Foi bom eu ter me distanciado.”

Em São Paulo, ele procurou cursos específicos, foi onde, com todo o conteúdo do documentário “Queens” pronto, teve a oportunidade de profissionalizar o trabalho de edição de áudio e vídeo e assim evoluir seu trabalho. “Conheci o personagem principal do ‘Queens’, em Petrópolis, minha cidade natal. Eu estava em um bar GLS. Assim que ele subiu no palco, logo cativou todo mundo, a atenção de todos estava voltada para ele. Neste momento pensei: é ele que quero para meu documentário.”

Ele diz que chegou a procurar um curso de cinema em algumas universidades na capital paulistana, mas não deu certo. “Então eu encontrei cursos específicos no SESC, era o que eu estava precisando, durante as aulas, mostrei para uma professora o material que tinha para fazer o documentário ‘Queens’, foi neste momento que as peças foram juntando.”

“Queens” conta a história de uma drag queen que quer conquistar os palcos do Rio de Janeiro, por meio deste enredo o cenário das drags da cidade maravilhosa é costurado em parte pelo outras drags e também pela visão do personagem principal, que é real. Veja o trailer:

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