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Igreja inclusiva aposta em noite paulista

A Rua Augusta, em São Paulo, é conhecida por seus frequentadores como a “vadia” da cidade, já que ela recebe diversas tribos culturais e tem uma vida noturna ativa e diversificada. São punks, funkeiros, alternativos, gays e héteros, prostitutas, bissexuais, transexuais e travestis que circulam pela rua que corta a Avenida Paulista. E para diversificar ainda mais, a Igreja Cidade de Refúgio, que é inclusiva, resolveu apostar na região para atrair mais fiéis, e não foi distribuindo panfletinhos, mas criando sua própria balada LGBT gospel.

O Mix conversou com a pastora Lanna Holder para explicar a ideia da noitada divina. “Nós já tivemos, em outra ocasião, há um ano, uma balada assim, mas foi dentro da igreja, mas neste ano, resolvemos levar o nosso ambiente para onde os jovens frequentam”. No dia 2 de maio, antes da Parada, a Igreja Cidade de Refúgio organizou uma balada gospel na Rua da Consolação, centro badalo da cidade. “Se você convida estes jovens para irem para a igreja eles não vão, mas quando são chamados para uma balada, sim”, comenta a pastora.

Durante a festa, que não teve álcool e drogas, rolou bastante música eletrônica com letras gospel. “A proposta é o contexto cristão. Tivemos argumentos contrários, mas nosso trabalho é levar diversão sem álcool, drogas e promiscuidade, sendo todos quem são”, explica Lanna. Após este primeiro evento, ela quer que a festa entre na programação da semana da Parada do Orgulhos LGBT de São Paulo.

A teologia inclusiva
Lanna explica que a teologia inclusiva nasce da necessidade da geração atual. “Ela sempre existiu no Novo Testamento. A proposta do evangelho em suas obras é de um Cristo como um homem entre nós que preparou seus discípulos para a época da graça”, explica. E diz que a inclusão à vida religiosa não é só dos homossexuais, mas da mulher excluída da sociedade e dos negros, “antigamente a mulher não podia tocar nos rolos das escrituras”, conta.

Do ponto de vista de Lana, a igreja inclusiva está no meio do tiro entre o catolicismo e o protestantismo.  “Recebemos ataques, calúnias e difamação de ambas as apartes. Muitos dizem que somos Sodoma, que acontece bacanal e todo tipo de orgia dentro da nossa igreja, o que não é verdade”, mas também existe preconceito também de gays que não conhecem a ideologia da igreja. “O gay já tão agredido nas igrejas cristãs que ele cresce com a ideia de que Deus não o aceita, que ele não cabe dentro das igreja, o que não é uma verdade.”

Viver na santidade

Dentro da Igreja Cidade de Refúgio, o sexo antes do casamento não é permitido, assim como o uso de drogas e bebidas alcoólicas. “Na verdade, existe o que chamamos de costumes e doutrinas, a doutrina é que é pecado em toda igreja cristã: roubar, matar ou até mesmo embriagar. Agora, o costume cada igreja tem os seus.” Para Lanna é possível ser homossexual, drag e viver uma vida dentro dos preceitos da santidade, “diferente do que é pregado por outros como Malafaia ou Feliciano”. 

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