Cachola

Onde está a bandeira do arco-íris?

Estou preocupado em como a militância e a população LGBT está se posicionando e se organizando para, em um momento importante e apropriado, botar a bandeira do arco-íris nas ruas das, pelo menos, cidades sede do Mundial de Futebol. Pergunto: onde está a bandeira do arco-íris nas manifestações populares nestes dias que antecedem um dos eventos que mais traz visibilidade internacional no mundo?

É sabido o quanto a militância que envolve gays, lésbicas, bissexuais e trans não tem uma articulação organizada e saudável.
Aparentemente, a militância LGBT está mais preocupada em terminologias pífias e que não colaboram em nada para a macro compreensão do que é ser homossexual.

Ora, se para uma pessoa comum já é difícil o entendimento do que é homofobia (até para a própria militância é difícil) imagina homolesbotransfobia.

A população LGBT está ‘comendo bola’ e perdendo a chance de colocar à flor da cidadania brasileira as atrocidades do fundamentalismo, do conservadorismo e da violência contra a nossa população.

Até o momento só vejo um grupo se organizando para manifestar durante a Copa. O grupo curitibano Dignidade já está divulgando as datas em que irá às ruas protestar contra países que tradicionalmente não respeitam a dignidade e os Direitos Humanos de sua população LGBT como Rússia, Irã e Nigéria.

O que é cumpre a função da militância de usar o direito de manifestação expor as necessidades da população LGBT. Um ato positivo e apropriado.

Mas, não só protestar contra as posições sociais e políticas durante a estadia das seleções destes países em Curitiba, também é importante ir às ruas protestar contra o que ocorre dentro do nosso país.

A rua é plural, democrática, social e de direito de todos. Onde está a bandeira do arco-íris? Não estou vendo. Se existe mais manifestações que têm como foco políticas pró-LGBT, me avisem que quero participar como jornalista e como (quase) cidadão.

Se a militância não tem condições auto-suficientes para se organizar e manifestar-se de forma independente durante a Copa, é minimamente interessante unir a outros movimentos e assim colaborar e marcar presença neste momento mais do que apropriado de ir às ruas do País.

Ou será que a liderança LGBT está tão ligada ao Governo que, para se manter financiada, está de molho até as eleições?

Está ou mora em Curitiba? Confira as manifestações do Grupo Dignidade aqui.

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