Trabalho

Depois de SEPHAMA, novas secretarias têm objetivo de focar na realização de projetos nos próximos dois anos

O jornal Mais Notícias segue nesta semana com a série sobre os últimos 500 dias do governo Saulo Benevides na cidade de Ribeirão Pires. Nesta edição, o leitor pode conferir as entrevistas com a secretária Dulcimara C. Alves de Lima, cabeça na Secretaria de Habitação (Sehab); e com o secretário Gerson dos Santos Goulart, da Secretaria do Meio Ambiente e Saneamento (Semasa).

Há cerca de dois meses as duas secretarias atuavam em apenas uma, a antiga Sephama. Para melhorar o desempenho e o foco nas atividades, se fez necessário o desligamento desta secretaria e a criação das outras duas: Sehab e Semasa.

Do ponto de vista da secretária Dulcimara, a separação das secretárias é positiva, já que existe diálogo entre as duas. “É positiva a separação. Da parte ambiental eu também herdei algumas tarefas. Do ponto de vista do desenvolvimento urbano, os projetos são novos e o Governo nos deu ferramentas para executá-los”. O secretário de Meio Ambiente afirma que “antes, na Sephama, havia muito trabalho, com a separação cria-se mais foco para a execução dos projetos”.

Os projetos que Dulcimara cita são: a entrega de 600 apartamentos pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”; a criação de um “condomínio industrial”, que vai acomodar indústrias de baixo impacto ambiental dentro de um espaço com cerca de 30 mil metros quadrados; a construção de “hotéis sociais”; e a construção de um conjunto habitacional dedicado à população local não contemplada pelas regras da Minha Casa Minha Vida.

No papel

Dulcimara diz à nossa reportagem que a Sehab foi surpreendida com a informação de que havia moradores no Morro do Caneca em áreas declaradas de risco pela Defesa Civil. “Assim que soubemos, nós já cadastramos e encaminhamos estas pessoas para um alojamento provisório e estão recebendo ajuda financeira para aluguel”, diz a secretária. Com este caso, Dulcimara criou o projeto “Hotel Social” para dar à cidade um banco de leitos aos casos de emergência como aconteceu com os moradores do Morro do Caneca. “A ideia é usar o espaço das Sabs para a construção de quartos provisórios com área comum e cozinha. Assim, quando houver a necessidade do uso, estes hotéis estarão disponíveis para acolher estas pessoas”, explica.

O “Condomínio industrial” tem como objetivo dedicar um espaço à indústria dentro da região de Ribeirão Pires. “As indústrias que farão parte deste condomínio são de baixo e médio impacto ambiental”, afirma Dulcimara.

Mas não é só de projetos que a Secretaria da Habitação Vive. “Nós precisamos regularizar as construções da cidade. Atualmente há um número preocupante de prédios e casas sem documentação, e esta é uma das prioridades da Secretaria”, alerta a secretária.

Os desafios do Meio Ambiente

Como as secretarias do Meio Ambiente e Habitação foram criadas no meio do ano, ambas precisam dividir o orçamento de 2014 destinado à elas que, de acordo com Gerson, é de R$2 milhões. “Tenho um bom diálogo com a Dulcimara e estamos conseguindo administrar bem o dinheiro entre as duas secretarias”, explica. Ele diz que está no comando da Secretária do Meio Ambiente há 50 dias e ela ainda não tem estrutura como local, identidade e pessoal.

“Quando eu recebi a proposta do prefeito para a secretária, foi por causa do meu currículo. Sou pós-graduado em Educação Ambiental, sou técnico em geógrafo. E em cima disso, o prefeito percebeu que precisa de alguém que entenda da área para tentar desenvolver projetos que ele pretende desenvolver nestes próximos dois anos e meio”, explica Gerson.

Entre estes projetos estão o teleférico, que de acordo com o secretário já tem a verba e só falta colocar em prática; revitalizar os parques da cidade; a criação parque região do Iramaia, que será um dos maiores parques da região do ABC; e dar atenção aos problemas ambientais que cidade vem sofrendo como o desmatamento, com o Rodoanel e o gasoduto.

“Nós queremos criar formas para fazer a compensação do estrago ambiental que tem na cidade. Já criamos uma equipe para fiscalizar e fazer um levantamento e sabermos onde há mais desmatamento”, diz Gerson sobre como será o processo de compensação ambiental das empresas que precisam desmatar para construir o empreendimento.

Outro importante projeto está na catalogação as nascentes da cidade. “Existe um número de nascentes já registradas em Ribeirão Pires, mas eu acredito que seja o dobro. Então faremos um trabalho para descobrirmos onde estão estas nascentes e preservá-las”, afirma o secretário.

Reflexão

As duas secretarias estão em um processo de organização e estruturação. Projetos estão prontos, o que falta nos próximos 2 anos e meio é a execução deles. Existem desafios, como por exemplo, no caso de Meio Ambiente. Quando existem fortes empresas prejudicando o Meio Ambiente e precisam dialogar com a prefeitura para que estes danos sejam recuperados. É preciso aguardar e acompanhar os resultados.

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