Contos, Crônicas & Outros textos

Namorado de cama não dá

Antes de você começar a ler qualquer outra palavra sobre o tema deste post, aviso: adoro dormir acompanhado, mas não sufocado.

Não rola esse lance de conchinha, mão no peito, pernas entrelaçadas, respiração no cangote. Isso não dá certo

Me deixe dormir em paz.

Mas este post não é sobre o lado físico do namoro, mas sobre aquele relacionamento de cama. Tem algo que me chateou muito em alguns relacionamentos que acabaram. Quando percebi em minhas memórias póstumas, eles só davam certo na cama.

Você fica a semana inteira acabar para sair com o pré, recém ou quase namorado. Está até na onda dele, mas cada vez mais que o relacionamento está chegando perto de se consolidar, pronto, tudo rola dentro de um quarto.

Cinema? Raridade!

Aquela idinha ao Parque do Ibirapuera? Esquece!

Museu? Galeria? A gente já não ia antes mesmo.

Barzinho? Oi?

“Ah amor, vamos ficar no quarto, assistindo um filminho”, ele diz. Mas na verdade quer dizer: “ah amo, vamos ficar no quarto trepando com a televisão ligada”.

Este é o ponto que o namoro vira aquele relacionamento do quarto. Ele chega, liga a televisão, fala: “que saudade amorzinho”. No meio do filme da TNT ele te agarra. Você transa com ele. Termina a transa, conversam sobre qualquer coisa do trabalho de qualquer outro assunto. Um ou dois cigarros são tragados e os dois dormem.

Me poupe. Namorado de cama não rola.

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