Bandeira

LGBT custa muito e não é pauta de debate para candidatos. Mas o que eles pensam sobre o tema?

 

Na última sexta-feira, 24 de outubro, os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) participaram do último debate antes das eleições, na Globo, que ocorrerão no próximo domingo, 26. E um tema importante relacionado aos Direitos Humanos são as políticas que emancipam a população LGBT brasileira na conquista plena de sua cidadania parece ser assunto para ‘nanico’ levantar. Está é a democracia (com ‘d’ minúsculo) que rege o Brasil; a democracia da minoria de berço tradicional, polido e de ouro maciço.

Ora, dizem por aí que neste segundo turno e o momento de votar no candidato ‘menos pior’. Quando o assunto é Direitos Humanos, os dois lados se confundem e ignoram as demandas da população negra, feminina, trabalhadora, de menor renda e também da LGBT que circula por todos os outros campos. Já que gay, lésbica, bissexual e trans também são brancos ou negros, empresários ou trabalhadores, homens ou mulheres, ricos ou pobres. Ambos partidos pensam em números e não na qualidade das suas ações.

+ Quais são as propostas dos dois candidatos à população LGBT?

Nas urnas, são 15 milhões de votos em candidatos comprometidos com a pauta da comunidade da bandeira do arco-íris. O que dá 10% dos eleitores em todo o Brasil. Mas por qual motivo não se fala em Direitos Humanos nos debates? Custa muito. A bancada religiosa, fundamentalista e conservadora instalada no Distrito Federal é gigante no bolso, são eles que pagam as pautas que serão discutidas.

Não vou apontar o dedo ao Partido dos Trabalhados e dizer: “eles usaram os LGBTs brasileiros como moeda de troca”. Verdade, usaram. Entretanto, vale lembrar o vírus religioso também está adoecendo a ‘oposição’. O Partido da Social Democracia Brasileira também tem seus aliados nas obscuras e ocultistas bancadas do Governo.

Independente daquele que usar a faixa presidencial a partir de 1° de janeiro de 2015, será necessário que a população tome uma posição mais crítica em relação às atitudes do novo Governo, ou da continuidade dele. Fica claro também que, indiferente de que será, teremos que ter uma oposição mais firme, o que é muito bom para a população, a Democracia (com ‘D’ maiúsculo), e para a máquina política.

As militâncias e os cidadãos, conscientes dos seus papeis na política, conseguiram articular nestas eleições com cartas abertas e pedidos feitos aos dois candidatos sobre reivindicações fundamentais aos Direitos Humanos. Os compromissos foram assinados na formalidade de campanha, o que resta agora a população entender que o voto é apenas o início do exercício do seu direito, a cobrança é a continuidade dele.

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