HIV

MS quer saber como gays e mulheres trans sem HIV lidam com o Truvada

Amplamente comercializado nos Estados Unidos, o Ministério da Saúde do Brasil (MS) quer saber como gays e mulheres trans não infectados pelo vírus HIV recebem um medicamento ainda indisponível no País: o Truvada.

De uso oral, o Truvada é a combinação de dois antirretrovirais: a entricibina 200mg e o fumarato de tenofovir 300mg, e é utilizado fora do país tanto para quem é soropositivo quanto para aqueles ainda não infectados, ou seja como um adicional de segurança na prevenção contra a infecção viral, mas por qual motivo?

O Blog entrou em contato com a equipe de pesquisa de São Paulo; já que a pesquisa é feita em conjunto com o Hospital das Clinicas da Universidade de São Paulo (FMUSP), e do CRT-DST/AIDS de São Paulo,  em conjunto com o Instituto Nacional de Infectologia (INI) da Fiocruz; para saber mais informações sobre como será conduzida este trabalhado. De acordo com a equipe, o uso do Truvada em soronegativos (pessoas não infectadas) tem a capacidade de proteger a pessoa em até 95%, mas há o alerta de que ainda sim é preciso o uso do preservativo.

Vale lembrar e que o Truvada projete o indivíduo apenas do vírus HIV e não de outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) como a Hepatite B, que pode ser mortal.

O tratamento na prevenção é polêmica inclusive dentro da classe mais conservadora de médicos. Eles argumentam que o incentivo ao uso do Truvada pode aumentar o número de casos de outras DST, pois pode desestimular o uso do preservativo, o que não é uma verdade absoluta.

Por enquanto, de acordo com a equipe médica, o MS pretende, após a pesquisa, disponibilizar à principio o Truvada para paciente soropositivos e então liberar o uso para também aqueles não infectados, por isso o estudo: saber como soronegativos reagem ao uso do medicamento,  já que ele precisa ser ingerido diariamente: um comprimido.

O medicamento em uso para PrEP oral nos EUA e na pesquisa PrEP Brasil é o Truvada, que é a combinação de dois antirretrovirais: entricitabina 200mg e fumarato de tenofovir 300mg).

O Truvada já era utilizado no tratamento de indivíduos vivendo com HIV/AIDS em diversos países. Contudo, o Truvada não está disponível no Brasil.

No ano passado, Os EUA aprovaram o uso do Truvada para a profilaxia pré-exposição (PrEP) e a OMS recomendou este ano o seu uso em populações específicas, como em homens que fazem sexo com homens (HSH). Esta recomendação se baseou nos resultados de diversos estudos de PrEP, principalmente do estudo iPrEX, realizado em diversos países, inclusive no Brasil (Fiocruz, UFRJ e USP). 

A participação no estudo é gratuita e voluntária. A população do estudo é composta por HSH e mulheres transgêneras. Caso tenha interesse em participar, serão 200 voluntários em São Paulo e 300 no Rio de Janeiro, entre em contato com a equipe do estudo pelo site www.prepbrasil.com.br ou pelo perfil na rede social: www.facebook.com/prepbrasil.


 

Anúncios
Padrão

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s