Bandeira

A Reforma Política e a Bandeira LGBTI

O atual modelo brasileiro eleitoral é alvo de críticas; e não é de agora. Na última semana, a Câmara dos Deputados começou a dar sinal de que pautará o debate sobre a Reforma Política. Mas, o que pode mudar caso o projeto saia do papel? E por qual motivo a população LGBT deve ficar atenta?

Box1Dentro das propostas de mudanças apresentadas pelo PMDB, duas chamam atenção para o movimento LGBTI. A transformação  do voto obrigatório em facultativo;  e a forma com que deputados poderão se eleger, ou seja, enquanto atualmente os eleitos são definidos de acordo com a soma da votação de todos os candidatos da coligação, mais a votação na legenda – o que transforma a eleição para os cargos em uma loteria para o eleitor –  a proposta apresentada ao debate quer fazer com que apenas os deputados mais votados de cada Estado sejam eleitos.

A tentativa de efetuar uma reforma política no Brasil não é novidade. Entretanto, nunca se chegou tão perto da pauta sair do papel. É evidente que, se feita, trará um avanço à política brasileira.

Entretanto, se a população de gays, lésbicas, bissexuais, transgênero e interssexual não dialogar entre si de maneira efetiva, e deixar rixas por protagonismos que não levam a nada, o cenário pode ficar mais difícil do que está.

box2Nas eleições realizadas no fim de 2014 mostraram certo avanço, principalmente com o deputado federal Jean Wyllys (PSOL/RJ) ter consigo se candidatar com seus próprios votos – com as devidas críticas reservadas.  Além das candidaturas de tantos outros políticos que se comprometeram com a pauta LGBT no Congresso, como noticiado aqui no Blog.

A questão é a capacidade de mobilização que a militância independente e a institucionalizada, e os partidos simpatizantes às questões de Direitos Humanos e Minorias. Como análise, é possível observar a queda dos números de participantes das últimas paradas gays em São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais, ou até mesmo a quantidade de manifestantes em atos contras políticos fundamentalistas, conservadores e lgbtfóbicos.

Ou as militâncias abrem o diálogo com toda a população, e engula a fracassada busca por protagonismos medíocres, ou a população LGBT pode se preparar: se está ruim, pode piorar e muito a partir das próximas eleições.

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