Subversão

O melhor amigo do presidente

A história do 35º presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy pode ser mais interessante do que parece. Ele, pelas terras dos Tio Sam, ainda é considerado uma das grandes personalidades do século XX e um dos melhores presidentes do país. Mas não é só isso. JFK, como é conhecido, tem outra história para contar.

JKF3E ela está publicada no livro Jack and Lem: John F. Kennedy and Lem Billings: The Untold Story of a Extraordinary Friendship, (Jack and Lem: John F. Kenedy e Lem Billings: A História Não Contada de uma Extraordinária Amizade – tradução livre), do biógrafo David Pitts, onde revela a amizade entre JFK e seu melhor amigo gay; que tinha até quarto reservado na Casa Branca.

A dupla se tornou amigos desde jovens, e mesmo nos momentos que precisaram se separar trocaram muitas cartas.  Em entrevista ao portal Woolf And Wilde, o autor conta ao jornalista Kenneth Hill alguns detalhes  sobre a relação entre os dois amigos:

Como você caracterizaria a amizade entre JFK e Lem Billings?
Como uma amizade muito próxima e profunda, que transcende  as linhas de orientação sexual.

Você diz que esta é a história de uma amizade que cruzam as linhas das orientações sexuais, o que acho ser realmente um elemento interessante. A amizade entre os dois começou quando eram muito jovens, e pelo o que li no livro, eles eram basicamente inseparáveis, a não ser quando estavam morando em cidades diferente.
JFK2Sim, é verdade. Acho que as diversas afinidades que existiam entre eles fizeram com que  essa amizade se tornasse tão profunda. Uma dessas afinidades é que eles odiavam internato que estudavam, e estavam envolvidos em todas as atividades. Foram até expulsos duas vezes da instituição. Em segundo lugar, está a forma com que eles lidavam com os fatos em que se envolviam. Outro fator, e esse acho realmente importante, é que JFK estava sempre doente; na maior parte da sua vida; e Lem era a pessoa que estava sempre ao seu lado, já que nem sempre os pais de Kennedy podiam estar presentes. Em quarto lugar,  pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial, em 1937, os dois estavam em uma viagem pela Europa, e serem dois americanos naquele lugar e naquele período era, obviamente, um fator de grande ligação. Outra situação que chama atenção é de  que JFK sempre teve interesses sexuais por mulheres, isso não tem dúvidas, mas também sempre teve fortes ligações emocionais com homens, e principalmente com Lem. Nós não temos uma palavra para esse tipo de relação, certo? Para alguém que prefere o sexo oposto para a sexualidade, e o mesmo sexo para relações profundos e apegos emocionais.

JKF4Realmente não temos uma palavra para isso. Eu acho que ‘man’s man’ poderia explicar esse tipo de relacionamento; mas JFK levou esta relação mais afundo. Ele adorava estar rodeado por homens; e aparentemente até se divertia com isso. Ele gostava disso, mesmo não havendo nada sexual, entretanto, é possível perceber algo profundo.

Sem dúvida.  Houve um crítico que escreveu algo que expressa bastante o que meu livro diz: “Qual é o problema da relação entre JFK e seu amigo? A questão não é que JFK tinha uma melhor amigo gay. Mas de que esta foi a pessoa mais próxima dele em toda a vida, e por mais de 30 anos. Ele não era apenas um amigo gay.”

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