Bandeira

O País da farda

Não somos mais uma sociedade do espetáculo, somos uma sociedade do absurdo.

Imagem publicada no jornal Folha de S. Paulo

Imagem publicada no jornal Folha de S. Paulo

O crime praticado pelo Estado é estampado na capa da Folha de S. Paulo desse sábado. A violência é posta, exposta e dissecada ao público; independe do editorial do jornal ou não. Está lá o absurdo capturado, impresso ou publicado em bits.

A mesma cena se repete por todo o território brasileiro. É a patologia viral militarizada sustentada por uma minoria quantitativa e não social.

Clichê falar isso? Pode ser, mas ainda se faz necessário.

É preciso deixar claro que o sistema que violenta estudantes e professores é o mesmo sistema que sustenta a lgbtfobia; é o sistema que sustenta o fundamentalismo radical, o conservadorismo estuprador, o racismo e a segregação de classes sociais.

A política do cidadão de bem é armada, fardada, branca e cristã. A política do cidadão de bem é higienizadora.

Quando a rua é ocupada pelos cidadãos de bem uma chuva de selfies inundam as redes sociais cibernéticas; e quando a mesma rua é ocupada pelos marginalizados ela precisa ser limpada. O resultado é visto com violência do Estado contra sua própria população.

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