Bandeira

Reconhecendo a carniça pelo cheiro

Reprodução do comercial do O Boticário

Reprodução do comercial do O Boticário

Esses dias escrevi que sempre fomos bem cheirosos ao me referir à campanha que O Boticário que está no ar em diversos canais da TV a cabo e pública e na internet. Alguns dias passaram e, claro, aqueles titulados de ‘gente de bem’ e dotados da sabedoria cristã não pensaram duas vezes para iniciar uma campanha em massa contra a empresa. O interessante é como eles lidam com a campanha friendly.

De repente O Boticário se tornou o mártir ‘das bichas’ e a maior ameaça contra a família brasileira. Primeiro foi uma chuva de ‘não curtidas’ no vídeo publicado no Youtube, como se este net-ativismo ungido tivesse a capacidade de jogar a marca, os clientes e os funcionários da empresa nas catacumbas do inferno. A reação dos ‘gladiadores’ da bandeira do Orgulho Gay não ficaram para traz, e agora a marcação ‘gostei’ da rede digital de vídeos já alcança o maior número de cliques.

Provavelmente o mais concreto que se pode tirar da repercussão da campanha da O Boticário é seu punho firme em reforçar sua opinião em torno dos clientes. O reforço é possível ver quando a empresa responde uma reclamação na rede Reclame Aqui:

“O boticário acredita na beleza das relações, presente em toda sua comunicação. A proposta da campanha ?Casais?, que estreou na TV aberta no dia 24 de maio, é abordar, com respeito a sensibilidade, a ressonância atual sobre as mais diferentes formas de amor ? independente de idade, raça, gênero ou orientação sexual”.

Como já sabemos O Boticário não é a primeira empresa de cosmético a ser atacado pelos fundamentalistas radicais. A Natura já passou por algo parecido já que patrocina a novela Babilônia. Novela que ‘futuca’ a ferida cristã até o âmago das suas limitações.

Compre! Compre! Compre!
No Facebook criaram um evento para que comprem os produtos da O Boticário. Vivemos em um mundo capitalista e o Pink Money está aí pra isso. Não acredito que seja a melhor das ações, o que não deixa de ser legítima.

Algo é certo. Aqueles, da comunidade do arco-íris que reclama até do amanhecer, porque amanhece, e apontou seus dedinhos indicadores para a O Boticário sendo uma empresa oportunista perdeu a oportunidade de participar de um debate muito maior e profundo que passa do pequeno quadradinho da higienização da sexualidade.

Na terra do Tio Sam
Entre vaias, aplausos e gritos no Season One – Art & Bar, em São Paulo, enquanto era transmitido ao vivo a final de RuPaul’s Drag Race o espanto e o espetáculo não era só com o reality, mas também com o número de comercias friendlys e até mesmo LGBT de produtos e serviços estampando drag queens, transgêneros, gays, lésbicas e bissexuais.

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