Cachola

Teoria da conspiração? Coincidências? Golpe?

Eu sei, hoje é quarta-feira e a tal da manifestação dos “sem consciência política” rolou último dia 16, domingo. Ta aí, vamos começar pela data que tem seu simbolismo, a partir daí seguimos para outras reflexões.

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Um aviso político, ameaçador, foi dado por alguma vertente à presidenta Dilma Rousseff: rendição ou morte. Não vamos exagerar, tudo bem, mas um pouco mais de drama faz bem. Entretanto, o recado foi dado: ou renuncia ou a tiraremos daí.

Vamos voltar para o ano de 1945, especificamente dois dias depois do que é considerada a rendição oficial do Japão da II Guerra Mundial, mais especificamente no dia 16 de agosto.  Nesta data começa no país do extremo oriente as negociações para que ele fosse repartido, como a Alemanha, entre os domínios dos Estados Unidos da América, URSS e Reino Unido. O imperador japonês Hirohito estava com a espada Ocidental sobre a garganta: ou se rendia e sairia anistiado da responsabilidade de ter colocado seu país na guerra ou seria morto.

Ainda no âmbito da História, vamos continuar no contexto da II Guerra Mundial, onde a eugenia germina com toda a força na Alemanha. Para quem não sabe, a eugenia torna-se agente político no Nazismo, e é um movimento higienizador do ser humano, ou seja: quem está no centro? Brancos, musculosos, classe média, europeu. Logo, todo o resto deve morrer, pois é um bando de ladrão, vagabunda, vadias, viado, preto, sapatão… eita, parece que estou no Brasil do dia 16 de agosto de 2015; mas acalme-se, ainda estamos nos anos 1940.

Dos nos 1940, e muitos dias 16 de agosto, voamos para o mesmo dia e mês mas de 1993. Nesta data, o Brasil via nas ruas o preto vencer as cores da bandeira que foram convocadas pelo ex-presidente Collor. O impeachment ganha fôlego, ele renuncia mais tarde – e também retorna ao poder e à roubalheira (se um dia se quer ele saiu). Vale lembrar, que Collor está na lista dos acusados de envolvimento na Lava Jato.

Percebam que, diferente do discurso que lemos, ouvimos e assistimos na imprensa;seja ela canhota ou destra; de que não há “consciência política” em quem organiza toda aquela massa, esta sim burrificada.

Existe sim, de fato, um processo de golpe no País. Conspiração? Analise rasa?

Ungidos

E, para não variar, ainda há a unção divina. Por qual motivo Deus não iria proteger valores tão dignos como aqueles apresentados em todo o território brasileiro.

Li, por aí, que a Esquerda precisa aprender a convocar manifestações aos finais de semana. Não, a Esquerda tem muito o quê aprender em outros aspectos como, por exemplo, e entre outros, deixar de ser tão intelectualizada e arrogante com quem não deveria.

A questão enviesada deste organismo decompositor embranquecido não é o argumento de que aos domingos o trabalhador está em casa, ou que, durante a semana o “direito de ir e vir” da sociedade é prejudicado com as manifestação.

Não se pode negar dois contextos: o primeiro está relacionam ao sentimento religioso dominical. Lembre-se, o domingo não é o último dia da semana, mas o primeiro que começa com a graça de Deus; o segundo contexto está ligado às relações patrão-empregado; onde, além de ceder sua força de trabalho nos dias úteis ao patrão branco; o operário deve estar à disposição do patrão reivindicar as pautas do branco, burguês, embranquecido.

Manifestar-se e lutar em dia útil é de fato estar coerente no contexto da pauta dos trabalhadores, negros, pobres e todos os outros abjetos que a sociedade importada da Europa mata, estupra e escraviza diariamente.

Nacionalista, eu? Bicha, ‘menas’

Quero deixar claro, que a intenção do que escrevi até aqui não é de fazer ode a um discurso nacionalista, onde existem uma população substancialmente brasileira e uma burguesia branca européia ultramarina; não gata, entenda que até o brazuca mais branco deste país, carrega – querendo ou não – o peso histórico da construção do nosso país. E, também, entenda; os europeus podem ser boa gente, camaradas e tudo mais. A chamada de atenção é que existe, sim, uma força maior por trás da ficção que criamos em torno do nosso contexto histórico-brasileiro versus o ideal imaginário que temos daqueles que ainda são nossos colonizadores.

Não encha o balde do opositor

Tem um lado romântico da luta esquerda, marxista, trotskistas, comuna, socialista, radical… sei lá mais qual terminologia usar – lembra, uma parte muito especifica, tá? – que ergue uma crítica ácida e agressiva contra o governo petista. O discurso chega ser tão grosseiro, que até alguns resolveram parar nas manifestações do dia 16. Triste, não?

Tome cuidado para, em uma crítica que se proponha construtiva, você não encher o balde do opositor.

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