Cachola

Crise política ou uma oportunidade à Esquerda?

zorra-total-temer-pmdb-crise-política

Desde o início das operações da Lava Jato a imprensa e as conversas de botequim não poupam as palavras crise e política.

Desculpas antecipadas aos jornalistas, analistas e cientistas políticos, mas crise política cabe muito mais àqueles que pertencem a uma classe econômica bastante específica.

Empresários estão cada vez mais desesperados com cada delação de seus colegas. A última, vinda dos irmãos Batista, donos da maior empresa de carnes e derivados do planeta, a JBS, colocou não só a cabeça do presidente decorativo na guilhotina, mas também projetos pautados, no Congresso, para os patrões: as reformas trabalhista e previdenciária.

As estruturas estão abaladas e esta é hora, de tantas outras desperdiçadas, da Esquerda brasileira tomar um posicionamento mais firme, crítico e de apresentação de um programa político.

Curta a página do Blogue
Siga no Twitter

E aí está uma questão: quem é a Esquerda brasileira, e qual é o seu programa político? Isso ainda não está claro e em meio a ‘crise política’ que parte considerável da direita passa, nenhum norte é apresentado.

Não estamos falando de nomes próprios, mas falando de um programa comum que dialogue com diversas frentes e principalmente com a população. Talvez seja esta uma possível crise dentro dos movimentos à Esquerda: não há uma mesa de negociações, mas sim um muitos pais reivindicando um filho que nem nasceu.

Gente interessada no debate não falta, de todas as regiões do país e das mais variadas vertentes e movimentos, mas a mesa do debate com uma proposta de construção de programa político coeso não está dada.

As cartas do jogo não são dadas pela Esquerda, tampouco ela joga com as cartas da Direita. Não está claro para o diálogo comum quem são as atrizes e atores desse movimento. Ao mesmo tempo as instituições, quaisquer que sejam, estão com sua imagem quase que em apedrejamento pela ‘opinião pública’.

Esta é uma questão preocupante dentro de uma Esquerda enferrujada, mas que tem seu lugar no presente por conta de um forte passado sustentado em movimentos estruturados nessas instituições.

Enquanto o debate é este, o terreno está livre para o conservadorismo ficar mais rígido e mais difícil de combater, mesmo em crise. O que vemos na cobertura da imprensa, seja ela corporativa ou independente, é o enfrentamento entre a própria direita para ocupar espaços e dos setores empresarial tentando pegar cada um seu salva vidas para se manter no sistema.

Não podemos negar que na história recente do Brasil, nossa política pode até ter colocado o trem à Esquerda, mas não esqueçamos que os trilhos, a estrutura, continuaram os mesmos.

Anúncios
Padrão

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s